Páginas ao vento

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Devorador dos Devorados

Parafraseando Luiz Carlos Maciel:
(sei que essa geração sequer sabe quem é esse cara, portanto, teclem no google!)

Devorada pelo tempo, nossa cidade natal aparentemente perdura no espaço de nossa memória nos iludindo. Chegamos a pensar que a vendo novamente, revisitando-a, nos seria capaz de levar, de algum modo mágico, ao passado. Mas isso é um engano. O passado não está em lugar algum: é uma ilusão, que toma formas variadas e imprevistas. O passado é só o que falamos dele. “Talvez seja este o verdadeiro sentido da necessidade que um homem experimenta em voltar à sua terra natal. Ele vai lá, não para encontrá-la, mas para não a encontrar.” Podemos aprender com isso, afinal, vivemos para aprender com o bem, ou com o mal.
Somos todos “ex-pátrios” e nos iludimos com nosso enraizamento espacial, quando, na verdade, nossa sanidade se encontra no enraizamento das histórias familiares, que vêm nos dar o sentido de existir.

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