João do Rio teceu este comentário no começo do século XX. É ácido e visa metralhar artistas de carteirinha, aqueles que se reúnem em associações, etc, etc. Tem gente que fala que isso é frustração. Pode ser, para alguns, mas pode ser falta de saco para outros. Como diz o Evaldir Loyolla: "sabêláeu!"
Muita gente vai ler o nome desse meu amigo, o Evaldir, e não vai saber quem é. Assim, como outro dia, num almoço com amigos, citei o nome do Mario Arrabal e ele caiu no vazio. Olhares insensíveis, ou melhor, desinformados, sobre este excelente gravador brasileiro que atualmente está vivendo em Itacaré, na Bahia. Evaldir optou por viver em Londres há anos, já!
Há muitos outros artistas que sequer beiram o prato do mercado. Ficam girando na pequena imortalidade, ao redor das intimidades. Eu penso que como tudo é relacionamento, quem não tem estomago para esse tipo de atitude/atividade, senta no porto, enchendo a cara e colocando suas lindas angústias no papel, ou na tela, porém sem jogar sobre elas a luz do sol.
Enquanto isso, na Bienal, artistas querem ser diretores de cinema. No saguão podemos encontrar textos explicativos sobre as obras. É isso, temos que ter textos explicando tudo. Pena que as pessoas não saibam ler!
Para isso, cito Fernando Pessoa de cabeça: [...] e há poetas que constroem seus versos tijolo por tijolo [...] que triste é não saber florir.

Acho que esse trabalho é Renascentismo Pop!
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